domingo, 20 de junho de 2010

I want to be a part of this.


Vamos fingir que você acaba de chegar naquela cidade da música que todos estão cansados de ouvir naqueles cd's antigos. Aquela cidade onde os melhores cantores do século viveram, comeram, morreram. Aquela cidade que Frank Sinatra e Gene Kelly dançaram e cantaram no musical "On the Town" (tá, é esplêndido, não é?).
New York city.
Tive o imenso prazer de estar por lá por um tempo. Um país odiado por muitos, amado por tantos outros. Roubam muito, mentem muito. Mas amam muito, acreditam muito. No fim das contas, como qualquer outro país, inclusive o nosso, meus queridos.

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Desça do avião, em primeiro lugar. Ah, eles colocam como música de fundo o tema da cidade, cantado por Frank Sinatra, é claro.
Assim que você chegar, preste atenção no sotaque deles. Como falam rápido! Também querem tudo rápido, o passaporte (não diga bomba, em momento algum!), as malas, as identidades. Todos me lembram muito os paulistanos. Apressados, fazendo de um dia 72 horas.
Não esqueça de pegar um táxi. Lá eles são todos muito baratos. Os taxistas norte-americanos não são tão educados quanto os franceses, mas têm simpatia de sobra. Não peça ajuda com as malas, porque o máximo que eles vão fazer é colocá-las na calçada para depois entrar no carro e sair correndo. Não fiquem chateados. Não é falta de educação, é pressa mesmo.
Vá ao hotel, ah! e de preferência pegue um no centro mesmo, lá você fará tudo a pé ou, no máximo, de metrô.
Antes de mais nada, pegue um mapa da cidade. Você verá que as ruas são todas enumeradas. Na horizontal e na vertical (eles são metódicos, é claro). É bem mais fácil de se achar, eu garanto. Depois que voltar para São Paulo vai ficar se perguntando porque o mundo inteiro não poderia ter ruas enumeradas, acredite.
Nunca me esqueço do primeiro dia que passei lá. Era 4 de Julho (vamos lá, façam um esforço e vocês vão se lembrar do que essa data significa para todos eles). Muitas bandeiras norte-americanas para tudo quanto é lado. Nos carros, nas janelas e até mesmo nos chinelos.
Naquele dia vi um show de fogos de artifício. Na verdade, não vi. Não deu muito certo, parece que queimaram na hora errada e não soltaram. Mas tudo bem, valeu a pena pela lua cheia que estava naquele dia (essa aqui embaixo).
Quando for falar com um cidadão que mora nos estados unidos, olhe em seus olhos. Engraçado, parecem muito sinceros. São simpáticos também, sempre ajudam quando necessário. Mas não pense que você vai conversar com eles mais do que 10 minutos. Eles não dão esse tipo de abertura. Parecem ter puxado isso dos seus queridos ingleses.
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No centro, se eu não me engano na Lexington Avenue, há uma livraria. Enorme. Linda. É da
rede Barnes & Noble (essa na foto, aqui do lado). Muitos livros, cd's, dvd's. E sabe qual é o melhor? Tudo ao som de Blues. Eles deixam tocando no fundo da loja.
Lá existem livros de autores renomados... (tais como Oscar Wilde) por nada mais, nada menos, do que US$9,99 dólares. Não tem como não comprar! Confesso que tive que me controlar.
Ah, quando entrar, repare no cheiro da loja. Cheira à livros. Daqueles que chegam pelo correio e quando você abre a caixa te invadem por todos os lados.
Depois, ao lado da Barnes & Noble há a Starbucks. Tomei café, capuccino e todas as outras delícias de lá. Não deixe de ir! É aconchegante, lembra aqueles filmes antigos (os branco e preto mesmo). Só leve uma boa companhia, para que o assunto não tenha fim e que venha acompanhado de muita cafeína.
Não deixe de ir ao Central Park. Ele é bem central mesmo, faz jus ao nome. No meio daquele concreto você avistará um ninho verde. Entre nesse ninho. Deite na grama e aproveite para ler aquele Oscar Wilde que você comprou por US$ 9,99. Aliás, para quem não sabe, lá é o país do consumismo (e essa eu duvido que tenha alguém que não saiba). Mas aproveite para comprar o que interessa. Vá as lojas, mas não esqueça das livrarias (tá, parei!).
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O museu! Como esquecer do museu? The Metropolitan. Ah, não deixe de ir, por favor! É enorme, aglomera todas as épocas da humanidade, com os quadros e os vasos (sim, vasos!) antigos que o mundo decidiu guardar. Todos lá, esperando pelos olhos curiosos e insaciáveis dos apreciadores de história.
Depois de todo esse mundo de livros e músicas (e café também), vá as compras! Leve um dinheiro a mais, compre roupas que vão durar o resto de sua vida, compre calças que te vistam muito bem. As roupas de lá são para isso mesmo, para adotar, comprar e ficar muitos anos com você. São ótimas. Tudo bem que, para mim, com todo o meu tamanho (para quem não sabe, sou bem baixa!), algumas roupas (mesmo as XXS) ficam grandes, mas nada que uma boa costura não resolva, não é?
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Sabe qual é a maior constante nas ruas de New York city? Sirenes. Como gostam de sirenes! Ouvi todos os dias, todos os instantes. Com os bombeiros, com os policiais. Acho que qualquer gato no telhado é motivo de ligar as tais das sirenes. Mas, como boa paulistana, estou acostumada.
Ao sair de New York, saia feliz. Um exemplo de um lugar certo para se viver, para se morar. Eles acertaram, mesmo sendo metódicos e mesmo deixando o avião destruir aquelas torres, em tudo. Respire fundo e diga "até logo, see you soon."

3 comentários:

  1. "i has bomb! Eu boom the bomb! rá, te peguei! aposto que ficou com medinho né? ahhahahah"
    <--- brasileiro nos EUA
    nossa, esse detalhe da sirene, em todos os filmes e clipes que aparece Nova York tem isso! hahahhah
    adorei o post!
    ;***

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  2. Maiara Albuquerque5 de dezembro de 2011 06:21

    Si tu diffères de moi, mon frère, loin de me léser, tu m’enrichis


    aquele abraço....

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